quinta-feira, 30 de maio de 2013

O caso Rodrigo Braghetto e a final do Paulistão 2013

Sei que o assunto já esfriou, mas mesmo assim quero comentar sobre o caso que envolveu o árbitro de futebol, o senhor Rodrigo Braghetto e a final do Campeonato Paulista de 2013.
Para quem não sabe, Rodrigo Braghetto havia sido escolhido para apitar a final do estadual deste ano entre Santos e Corinthians, porém, na semana em que ele foi escolhido para apitar este jogo (que era a semana antes do jogo), saiu na mídia algumas reportagens com documentos que vinculavam Braghetto ao Corinthians. Na verdade o senhor Rodrigo Braghetto tinha uma empresa ( a Apto Sports) que prestava serviços ao Corinthians, a empresa dele fazia as arbitragens para o Sport Club Corinthians Paulista em jogos das categorias de base e até mesmo alguns amistosos. 

Se pararmos para pensar, faz sentido um árbitro relativamente conhecido ter uma empresa especializada em arbitragens, afinal, ninguém melhor do que um bom árbitro para gerenciar e encabeçar uma empresa desse tipo. Vale lembrar que não há nada que proíba um árbitro de prestar serviços serviços a um clube de futebol, mas podemos dizer que se não é uma prática ilegal, ela é no mínimo imoral. Antes de mais nada, gostaria de dizer que ao que me parece, o Corinthians não teve nada haver com a situação causada, a empresa de Braghetto prestava serviços ao Corinthians há um bom tempo, e seu contrato com o SCCP em nada tinha a intenção de beneficiar o time nas finais do Paulistão (até porque quando o contrato foi assinado, ninguém adivinharia que o Braghetto seria o árbitro, aliás, ninguém nem sabia que o Corinthians estaria naquela final. Sem contar que outros clubes como o São Paulo e o Santos também já haviam contratado a Apto Sports em outras ocasiões, ou seja, era de praxe a prestação de serviços da empresa de Braghetto para os grandes clubes paulistas, portanto, acho que a sua arbitragem não seria tendenciosa a favor de um desses clubes. 
Não acredito que se o Braghetto apitasse o jogo ele iria favorecer o Corinthians, mas e se ele errasse? É comum um juiz errar, se ele errasse (independentemente para que lado fosse), todo mundo iria se lembrar do relacionamento de sua empresa com os clubes, e isso provavelmente seria um novo escândalo relacionado a arbitragem no Brasil. Por isso, a FPF agiu corretamente ao afastá-lo da decisão (acreditem se quiser, mas de vez em quando a FPF faz as coisas certas). 

Mas agora, chegamos onde eu gostaria de chegar. Se por um lado acredito que o Braghetto não teria uma arbitragem tendenciosa em uma final de campeonato envolvendo dois times grandes, por outro eu acredito que ao longo de sua carreira, ele poderia influenciar em jogos de menores expressão. Imagine um jogo da primeira fase do Campeonato Paulista entre um time da capital (não necessariamente o Corinthians) e um do interior, é muito comum vermos arbitragens tendenciosas, onde os juízes acabam sempre apitando em favor do time "grande", pois obviamente, esses times tem maior influencia na federação, e um erro decisivo contra eles certamente pode terminar com uma suspensão do árbitro. Já um erro contra o time do interior, quase nunca é lembrado e quase nunca termina em punições, principalmente se o jogo não "valer muita coisa".
É aí que eu pergunto a você, caro leitor, será que um juiz que tem uma empresa que presta consultoria aos times da capital, por mais honesto que seja, na hora que surgir um lance polêmico, duvidoso, em um jogo de menor repercussão, você acha que ele vai decidir em favor de quem???

É por essas e outras razões que está cada vez mais difícil praticar o futebol no interior, pois além de termos que lutar contra a falta de investimentos, campeonatos deficitários, na maioria das vezes temos que lutar contra a arbitragem e também a má vontade da Federação. Aqui sim, podemos dizer que jogamos "contra tudo e contra todos".

Um grande exemplo de má arbitragem aconteceu no confronto entre os meus tricolores no Paulistão deste ano, o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza conseguiu acabar com o meu Botafogo no jogo e depois, quando a diretoria  o Bota fez uma reclamação formal à FPF contra o árbitro, o que ela fez? Simplesmente escalou o mesmo senhor Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza para apitar as quartas de final contra o Mogi Mirim, e aí meu amigo, lá esse pilantra acabou de vez com o jogo, e com o sonho de irmos mais longe.

PS: Não estou creditando as derrotas do meu Fogão ao juiz, temos que assumir a nossa parcela de culpa pelos resultados, mas mesmo assim, o juiz conseguiu piorar o que já estava ruim. 


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A esquerda temos o Rodrigo Braghetto e a direita o %@$@&%$¨¨& do Marcelo Ribeiro Aparecido de Souza.


PS: Eu ia chamar um dos árbitros de vagabundo, marginal, pilantra, ladrão, entre outras, mas meu amigo Advogado recomendou eu me controlar para evitar processos!


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